Sonhe, mas com os pés no chão!

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Esta semana estive em um seminário para debater as novidades e tendências do varejo que foram apresentadas na NRF 2016. Foram muitos novos insights, dentre eles posso citar a sofisticação do consumidor e o glamour cada vez maior do vintage, e algumas tendências que já vínhamos acompanhando e que finalmente estão impactando fortemente o varejo; aqui cabe ressaltar a geração milênio e os aplicativos móveis.

 

Mas o que me chamou mais a atenção não foi a tecnologia que avança no varejo. A cada dia e nem as grandes transformações que estão em curso na sociedade impactando fortemente o modo como consumimos os produtos e serviços. O que mais me marcou, foi quando o apresentador abriu espaço para depoimentos e incentivou 03 (três) grandes empresários presentes a fazer uma reflexão: depois de tudo que foi dito pelos diversos palestrantes, o que eles realmente gostariam de implementar nas suas lojas?

 

Para surpresa geral do público, apesar de todos eles se dizerem encantados com as tecnologias e as enormes possibilidades de conexão com o consumidor que se abrem e criam-se assim oportunidades incríveis de novos negócios, o que mais eles desejam é que suas empresas façam o básico bem feito.

 

Vou explicar melhor, nas palavras de Modesto Araújo, presidente da Rede de Drogarias Araújo a quinta maior do Brasil e que fatura R$ 1,5 bilhão de reais ano, o grande diferencial competitivo da Araújo é a extensão de sortimentos no mercado de fármacos e a gestão eficiente dos estoques. Sim, você leu direitinho! Não está errado, o segredo da Araújo é ter um linha completa de fármacos e não deixar faltar na loja. O cliente tem que chegar e encontrar o produto que procura, principalmente na linha de fármacos.

 

É claro que a Araújo oferece várias outras linhas de produtos para conveniência, mas nestas linhas se mantém ao básico, cumprindo aqui apenas uma missão de não deixar o cliente na mão. Conforme Modesto explica: “se o cliente passa na Araújo para comprar uma lâmpada, é porque ele não quer ficar no escuro, se ele fosse pensar na melhor forma de iluminar sua casa ele iria a uma loja especializada em iluminação. Por isso temos o básico dessas linhas, para atender as emergências, e isso vale para o pão, o jornal e vários outros produtos que temos para o dia a dia dos clientes”.

 

Já falamos muito sobre a necessidade diminuir a ruptura no varejo, ou seja, é primordial que o varejista combata dia e noite o famoso: tem, mais acabou. É isso que Modesto nos ensina com maestria, e acredite se quiser, que em 2016 no Brasil uma rede do porte da Araújo ainda possui como diferencial ter estoque, no momento certo, para o cliente certo, na hora certa. Tanto que o slogan da loja é: A Araújo tem. Simples, direto e bem básico. E se funciona até hoje, é porque os concorrentes ainda não conseguem ter a eficiência operacional de gestão de estoques conquistado pela Araújo, pois se tivessem o slogan não “colaria”, não é mesmo?

 

Aqui volto para as questões centrais do varejo brasileiro que podemos constatar: o básico bem feito ainda é diferencial. A pergunta que fica: por que? A primeira resposta que vem a mente para todos aqueles que não conhecem o varejo, é que deve ter alguma coisa de errado pois em 2016 a gestão de estoque deveria estar totalmente resolvida. Agora vamos acrescentar alguns números que ajudam a ilustrar porque a coisa não é tão simples assim. Vamos usar a Araújo como exemplo e com números que pesquisei na internet e portanto não tem tanta acurácia, mas servirá de exemplo.

 

Estamos falando de uma rede com 120 lojas, distribuídas em um raio de 50km do CD, que possui 50.000 mts2 de estocagem e opera com 20.000 itens. Os números impressionam, mas impressiona muito mais a tarefa de manter toda essa operação rodando 24 horas, de domingo a domingo e ainda assim ter um índice baixíssimo de ruptura para que você possa usar o slogan: A Araújo tem! Isso é diferencial porque poucas empresas no brasil conseguem ter as pessoas, os processos e os sistemas corretos para operar com esse nível de eficiência. Pense desde o início da coordenação de compras, da logística necessária para fazer estes produtos escoarem para as lojas no momento certo, do recebimento e exposição destes produtos das lojas, da gestão de preços por cada região, são tantos os detalhes que irão fazer a diferença na ponta, é tanto trabalho e planejamento que poucas empresas conseguem obter a excelência nesta área. Por isso é diferencial.

 

Para você varejista, fica a dica dada não por mim, mas pelo Sr. Modesto Araújo um dos maiores varejistas do Brasil: faça o básico bem feito, seja excepcional na operação e não deixe faltar produtos na sua loja, o resto a gente faz depois.

 

E lembre-se se você precisar de ajuda, ligue para gente. A Nérus está no mercado desde 1990 fornecendo processos e sistemas para as redes de lojas.