2015 – Um ano de fortes emoções para o varejo!

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 LinkedIn 0 0 Flares ×

Todo final de ano fazemos uma previsão do que vem pela frente e nos preparamos para o novo ano! Então o nosso plano de voo, ou seja, o planejamento e o orçamento do que iremos construir no ano novo, já deveria estar pronto, correto? Se sim, essa é realmente uma boa noticia, a má noticia é que mesmo com tudo devidamente planejado, temos muito pouca previsibilidade do que vem pela frente em 2016, não é mesmo?!

 

Com base nesta informação, procurei rever o que tínhamos previsto no ano passado, em 2014 para 2015, e tomei um grande susto. Nós erramos e muito as nossas previsões! Bom, realmente o ano de 2015 foi de fortes emoções, mas  quem poderia prever algo tão ruim e de forma tão abrupta?

 

Ficar parado nunca foi uma opção para o varejo! Atuamos no ramo desde 1986 e já convivemos com situações até mais dramáticas, mas sempre pudemos observar que mesmo em meio as adversidades vários varejistas prosperaram, e temos certeza, que vários deles irão prosperar e até crescer em meio a crise.

 

Mas quais as lições apreendidas em 2015?

 

Primeira Lição

 

A primeira é que está ficando cada vez mais claro para todos que vencer no varejo requer no mínimo: estratégia, gestão e pessoas, tudo isso muito bem trabalhado, e em conjunto, para gerar uma forte experiência de compra. Tudo indica que chegamos ao final de um período de bonança em que todos cresciam, uns mais e outros menos, tudo parecia dar certo, até lojas em pontos fracos, com mix de produtos convencional e pouca oferta de serviços e/ou um bom atendimento pareciam sobreviver e prosperar. Agora essa realidade ficou no passado, e sem um bom plano na cabeça, sem um orçamento mínimo na mão e cercado de pessoas de baixa qualificação profissional, nenhum, repito com ênfase “nenhum”, varejista irá prosperar nos próximos anos nestas condições.

 

Segunda Lição

 

A segunda é que cada vez mais dou razão a Nassim Taleb. Os eventos recentes nos mostram e confirmam, que o passado não pode, e por isso mesmo não deve ser usado para prever o futuro. O futuro a Deus pertence e não cabe a nós, meros mortais, tentar desvendar como ele será. Só podemos, com toda a modéstia, traçar alguns cenários, nos preparar para o pior e torcer, com força e fé, para acontecer o melhor.

 

Assim, Taleb nos ensina que temos que nos preparar para que nos momentos de perda, percamos o mínimo possível, e nos momentos de bonança, possamos içar velas e chegar o mais longe possível. Essa posição, que a primeira vista parece enganosamente defensiva, tem uma elegância e uma inteligência superior quando estudada com profundidade. Basicamente o que Taleb nos pede é para administrarmos as oscilações de demanda e oferta de modo que possamos intercambiar nossas posições com facilidade, em outras palavras, quando apostarmos em uma nova coleção e/ou em uma nova loja, por exemplo, façamos com parcimônia, medindo os riscos e principalmente que nos certifiquemos com cuidado se temos caixa para suportar as perdas, caso nossas teses se mostrem equivocadas.

 

Terceira Lição

 

A terceira lição que podemos tirar do ano que se encerra é que quem teve os números na mão e percebeu lá no início que eles não iriam se confirmar, teve a possibilidade de mudar de rumo e reescrever o seu planejamento, segurando algumas despesas, reduzindo estoques, mantendo o caixa, e assim conseguiram atravessar o ano com poucos sobressaltos. É cada vez mais nítida a diferença de quem tem o negócio na mão e bem controlado daqueles que ainda insistem em confiar no feeling de comerciante para gerir os seus negócios.

 

TI e Varejo

 

Sabemos que a TI (tecnologia da Informação) deverá ser aliada de primeira hora do varejo em tempos de vacas magras, pois é um ótimo recurso para maximizar receitas e reduzir custos através da automatização dos processos. É hora, portanto, de nos preparar para oferecer ao varejo não apenas um software de gestão, mas uma solução robusta, que dê respostas aos problemas de infra-estrutura, de falta de mão de obra qualificada em TI e da pouca informação que ainda é o padrão do varejo. Temos que nos reinventar como setor para dar condições estruturais de crescimento para os varejistas empreendedores que desejem transformar a sua rede de lojas e crescer com segurança.

 

É claro que estamos preocupados com o cenário que se vislumbra, mas muito felizes com as possibilidades que se apresentam! Os avanços em nossa área não param, temos várias tecnologias que irão se consolidar e poderão ajudar muito o varejo que entra em uma nova fase.