Como a Internet das Coisas pode influenciar no e-commerce

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Como a Internet das Coisas pode influenciar no e-commerce

Também chamado de comércio eletrônico, e-commerce é uma modalidade de vendas na qual as negociações, transações e trocas financeiras são realizadas por meio de plataformas digitais com acesso via de computadores, tablets e smartphones. 

Esse tipo de comércio teve um amplo crescimento com o advento da internet e a expansão das redes sociais e, atualmente, grande parte das empresas investem em ações de venda online.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o ano de 2019 deve atingir um montante em vendas e-commerce de R$ 79,9 bilhões, com uma projeção de crescimento de 16% em relação ao ano anterior, 2018. 

Isso significa que o Brasil avança em números de lojas online e, além disso, o comércio eletrônico aparece como um dos responsáveis pela movimentação da economia nacional.

Ainda segundo a ABComm, as micro e pequenas empresas estão aumentando a participação no faturamento do e-commerce, com uma porcentagem de crescimento de 29%. 

Todos estes números demonstram o quanto a internet tem transformado os comportamentos sociais, incluindo a forma de comprar. Por isso, o e-commerce é visto como uma possibilidade extremamente vantajosa de aumentar a lucratividade e ampliar o público consumidor.

Mas afinal, como funciona o e-commerce?

De modo geral, o e-commerce funciona com a exposição de produtos em uma plataforma online, pagamento do cliente (concretização da venda) também no site e, posteriormente, a entrega da mercadoria. 

Contudo, no meio disso, existem processos que envolvem o marketing, atendimento, logística e pós-venda. Ou seja, as lojas virtuais precisam de um detalhado planejamento estratégico, para que a venda seja bem executado.

As vantagens de vender pela internet são inúmeras, principalmente, no quesito financeiro. Inclusive, muitos comércios abandonaram a manutenção das lojas físicas e se dedicam exclusivamente ao e-commerce. 

No entanto, para que o empreendimento eletrônico tenha sucesso, é importante estar atento às mudanças do mercado, os hábitos dos consumidores e a dinâmica da internet, que é extremamente rápida.

Além disso, no e-commerce também há uma grande disputa de concorrentes e, por esse motivo, é necessário adotar estratégias para que um produto e/ou serviço ganhe notoriedade, em meio ao turbilhão de informações compartilhadas na internet. 

Assim, o segredo é investir em algo diferente e atrativo, pois além de vender, os consumidores online também buscam por conteúdos interessantes sobre o item, antes de realizar a compra.

 

A Internet das Coisas e o e-commerce

A Internet das Coisas (IoT – Internet of Things, em inglês) é um conceito de revolução tecnológica, que visa conectar itens do cotidiano com a rede mundial de computadores. Dessa forma, o mundo físico e o digital tornam-se um só, por meio dos inúmeros dispositivos eletrônicos atuais.

Com isso, é cada vez mais comum encontrar uma série de produtos, como eletrodomésticos, vestuários, serviços e, até mesmo, alimentos, que são disponibilizados na internet. Assim, o varejo digital passa a influenciar o físico, devido à mudança comportamental de hábitos do consumidor.

Hoje em dia, é possível encontrar praticamente tudo no e-commerce. Desde 2014, por exemplo, percebeu-se um maior investimento do setor de construção no e-commerce, visto a demanda do mercado, com o crescimento de comércios eletrônicos nos setores domésticos e utensílios para casa – diretamente relacionados com a construção civil.

Dessa maneira, uma empresa especializada na venda de revestimentos para imóveis pode oferecer produtos online, além de aumentar as ofertas nas lojas virtuais. Nota-se o comércio de forro de gesso acartonado, bem como demais itens, de forma dinâmica, sendo possível aumentar significativamente o público consumidor.

A Internet das Coisas também abriu alternativas para o aprimoramento dos produtos, como a versão inteligente de utensílios domésticos. Quer dizer que, atualmente, é possível adquirir geladeiras totalmente digitais, que são integradas com outros dispositivos, como os smartphones. 

Ademais, há modelos de smart fridges, que podem enviar mensagens e compartilhar informações com os moradores, por meio de uma programação artificial, com acionamento por painel de senha digital.

 

Commerce-Based IoT e a revolução tecnológica

A Internet das Coisas abriu muitas possibilidades para o e-commerce, não somente na integração de produtos online e físicos, ou até mesmo na disponibilidade de utensílios inteligentes, mas também, em possibilidades de Inteligência Artifical para que todo dispositivo seja um eConsumidor. 

Isso quer dizer que, em um futuro próximo, muitas empresas poderão induzir experiências seguras de pagamento eletrônico, em qualquer objeto conectado à internet.

Como um bom exemplo, temos os carros conectados. Esses modelos de automóveis poderão avisar os seus proprietários caso haja alguma falha no veículo e, assim, já encomendar as peças necessárias. 

Assim, caso o carro apresente erro no sistema de câmbio, o próprio veículo pode recomendar e fazer a compra de um novo câmbio easytronic meriva, ou outro componente adequado.

Adicionalmente, a Commerce-Based IoT também pode oferecer informações a respeito de um produto e/ou serviço, bem como conteúdos relevantes para uma determinada necessidade. 

Por exemplo, em casas com geladeiras inteligentes, os moradores podem ser avisados das condições das bebidas e comidas, além de informados sobre as principais especificações presentes nos rotulos de alimentos saudaveis.

Ao mesmo tempo, a IoT também é usada para coletar dados em campo, o Big Data, que nada mais é que informações sobre o comportamento de consumo dos indivíduos. Assim, é possível criar padrões e viabilizar predições aos consumidores. 

Quer dizer que, se uma pessoa procura por um equipamento de pintura eletrostática para compra, ela pode ser redirecionada a uma série de produtos complementares, orientando certos hábitos de consumo.

Vale destacar que, de acordo com estudos do Sebrae, já é possível observar uma proliferação de “objetos inteligentes em rede”, que está orientando as práticas da engenharia civil e da arquitetura, nos chamados “prédios inteligentes”. 

Isto é, daqui a poucos anos, será possível visualizar uma integração completa dos dispositivos online com o mundo físico.

 

Mas, como ter um bom investimento da IoT no e-commerce?

Com o avanço cada vez mais rápido da tecnologia e a crescente integração dos dispositivos eletrônicos, logo mais grande parte das empresas será beneficiada pela Internet das Coisas. 

 

Contudo, é preciso orientar um bom investimento na IoT, para que os resultados no e-commerce sejam positivos. Sendo assim, recomenda-se:

 

  • Estar atento às tendências do mercado online;
  • Perceber as oportunidades de inovação no setor;
  • Analisar o comportamento dos clientes e segmentar o público-alvo;
  • Criar conteúdos relevantes para os consumidores;
  • Possibilitar mais ações de conexão entre dispositivos.

 

Apesar de já estarmos imersos em uma profunda revolução tecnológica, há muitos obstáculos que devem ser superados para um Commerce-Based IoT eficiente. 

Um dos maiores desafios está na comunicação inteligente de máquina para máquina. Mas, aos poucos, esses pequenos “problemas” são aprimorados.

No entanto, anteriormente seria difícil pensar na contratação de serviços pela internet, enquanto hoje, boa parte das pessoas está abandonando os telefones para migrar ao atendimento online. 

Assim, para içamento de cargas, mudanças e outros serviços que são feitos por empresas especializadas, a contratação pode ser feita diretamente na plataforma online.

O mesmo vale para muitos outros serviços, que disponibilizam um contato rápido e eficiente por meio da internet, dentro das próprias lojas virtuais. Ademais, o e-commerce também tem investido bastante em redes sociais, que têm sido uma importante ferramenta de marketing e divulgação.

Com as redes, principalmente o Facebook, Instagram e Twitter, as empresas podem mostrar resultados e fornecer informações sobre o produto. 

Assim, quem procura por algo muito específico, como uma tenda transparente para casamento, pode acessar fotos nas plataformas online da empresa, verificando como a estrutura ficará. Dessa forma, os clientes têm mais confiança e garantia na hora de adquirir o produto.

Até mesmo as micro, pequenas empresas e prestadores de serviço estão migrando para o e-commerce. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Mercado Livre e do Ibope Conecta, cerca de 77% dos pequenos empreendedores declararam ter crescido 41% em vendas, após o investimento no e-commerce.

O segredo está em planejar uma boa estratégia de marketing. Assim, as PME (Pequenas e Micro Empresas), bem como os prestadores de serviço, podem obter resultados extremamente positivos com o comércio eletrônico. A recomendação é concentrar divulgações em redes sociais que possuem anúncios baratos e eficientes.

Desse modo, é possível divulgar o trabalho de um buffet, ou uma decoração para festa infantil safari diretamente nas redes sociais, com fotos e depoimentos de clientes satisfeitos. Isso irá aumentar as chances de venda e, além disso, ampliar a abrangência de potenciais consumidores.

Uma outra dica para os pequenos empreendedores é colocar os produtos de mais saída em destaque na página (seja do site ou da rede social), especialmente, quando estão com desconto. 

Isso orienta o consumidor a buscar por aquele determinado item e, assim, orienta um certo comportamento de compra. Por isso, é importante saber como expor as mercadorias online, para aumentar as chances de conversão de clientes.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.