5 dicas de gestão para e-commerce varejista

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5 dicas de gestão para e-commerce varejista

 

O e-commerce varejista já é uma tendência no mercado brasileiro. De acordo com uma pesquisa realizada pelo e-Bit, uma plataforma especializada em análises de lojas virtuais, os varejos online no Brasil tiveram um crescimento de aproximadamente 30% ao ano, desde 2015. 

 

Além disso, o nosso país já é o maior representante de e-commerce para varejos em toda a América Latina. O faturamento total em todo o mundo ultrapassa os 1,7 trilhão de dólares.

 

O segmento é bastante movimentado, em especial, devido à expansão da internet e das compras online. Segundo um levantamento da NZN Intelligente, 74% dos consumidores de todo o mundo preferem comprar em lojas virtuais, em comparação com as lojas físicas. 

 

No Brasil, a porcentagem é ainda maior: 82% dos brasileiros com acesso à internet já se renderam ao e-commerce. E o e-commerce varejista trouxe muitas vantagens, tanto para os consumidores quanto para os vendedores. 

 

Os clientes podem fazer suas compras com mais agilidade, praticidade e no conforto da própria casa, visto que a maioria das lojas virtuais entrega o produto no endereço do solicitante. 

 

Já para o varejo, houve um significativo aumento das vendas online, aproximadamente 17,7%, conforme a e-Bit.

 

Dentro do e-commerce, destacam-se os marketplaces, que são responsáveis por 20% a 30% do faturamento. Os marketplaces são uma espécie de “shoppings virtuais”, onde é possível realizar a compra de vários produtos. Assim, diferentes marcas, lojas e empresas podem divulgar seus produtos diretamente na plataforma, com melhores preços.

 

O marketplace surgiu no Brasil em 2012 e, atualmente, é considerado uma das formas mais práticas de encontrar produtos online. Além da diversidade, ele oferece possibilidades de pagamento e pode ser uma alternativa para as empresas que ainda não possuem um e-commerce próprio.

 

O que é um e-commerce: características e vantagens para o comércio varejista

O termo e-commerce (ou “comércio eletrônico”, em tradução para português) diz respeito à comercialização de produtos e serviços pela internet, com transações de pagamento online, por meio de dispositivos eletrônicos (computadores, tablets, smartphones). 

 

Esse comércio pode ser feito de inúmeras maneiras, seja nos marketplaces, ou em lojas virtuais específicas de cada empreendimento (websites, blogs, etc).

 

No ano de 2018, o e-commerce brasileiro registrou um faturamento de R$ 53,2 bilhões, o que representa um nominal de 12% ao ano, de acordo com a EbitNielsen. Para a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), estima-se um crescimento de 16%, em 2019.

 

E engana-se quem pensa que o e-commerce só trabalha com a venda de produtos físicos – o comércio eletrônico também se destaca na prestação de serviços. 

 

Por exemplo, o cliente que pode negociar em uma plataforma online uma sessão de acupuntura para ansiedade, realizar o pagamento e, depois, ir até a empresa ou clínica responsável para iniciar o procedimento.

 

Quer dizer que todos os setores de mercado podem ser beneficiados pelo e-commerce, incluindo os segmentos de estética, casa e construção, moda e calçados, móveis e eletrodomésticos e autopeças. 

 

Contudo, é preciso saber as formas corretas de gestão do comércio eletrônico varejista, para ampliar as possibilidades de venda e atrair novos clientes.

 

5 dicas de gestão para o e-commerce varejista

Tenha um layout personalizado, atrativo e simples

Os comércios varejistas que optam por ter as próprias lojas virtuais precisam investir em uma plataforma atrativa, com design chamativo, simples e personalizado. 

 

Dessa forma, os clientes poderão navegar pela plataforma mais facilmente, de maneira intuitiva, o que influencia positivamente nas decisões de compra.

 

Além disso, é importante manter a personalização do website, com logos da empresa e/ou marca, padrão de cores e formas, tipografia e demais recursos de comunicação visual. Isso cria uma identificação efetiva e afetiva do público com a empresa.

Tenha um sistema de gestão integrado

Depois de montar o website na plataforma online, é preciso investir em um sistema integrado de gestão, ou seja, um ERP (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos da Empresa). 

 

Com ele, é possível administrar todas as atividades da empresa, com dados de controle de estoque, ordem de serviços, logística, compras, contabilidade e emissão de Notas Fiscais.

 

Para o e-commerce varejista, existem muitas opções de softwares e aplicativos de gerenciamento, que ajudam no controle das informações de compra online. 

 

Dessa maneira, é possível centralizar os processos e agilizar as rotinas de gestão, com consequentes avanços para os negócios.

 

Assim, em uma loja virtual especializada na venda de componentes para indústria, como peça para compressor, poderá acompanhar todo o processo de negociação, desde a compra do produto, até a entrega para o cliente. Com isso, ganha o empresário e o consumidor, pela segurança de rastreamento da mercadoria.

Faça a catalogação dos seus produtos

Ao procurar um produto no e-commerce, os usuários desejam praticidade e rapidez, quer dizer, eles querem encontrar o item o quanto antes. Por isso, é importante catalogar todos os artigos em subdivisões dentro das lojas virtuais, bem como colocar outros produtos relacionados.

 

Por exemplo, uma papelaria virtual pode colocar um estojo escolar personalizado com heróis de quadrinhos na seção “materiais escolares”, em conjunto com outros itens relacionados: cadernos, lápis, canetas, entre outros. 

 

Dessa forma, os clientes podem ser direcionados a comprar mais produtos, sendo uma estratégia eficiente de compra.

 

Durante a catalogação, não há impedimento para um produto ser identificado em mais de uma seção – desde que corretamente categorizado.

 

No caso do estojo de heróis, que usamos no exemplo, além de “materiais escolares”, o produto também pode ser colocado em uma área específica para itens de um determinado personagem, incluindo um squeeze aluminio personalizado com o mesmo herói.

 

Atualmente, existem ferramentas automatizadas para a catalogação de produtos, que facilitam a organização da loja virtual. É importante que todos os itens estejam acompanhados com uma foto e com as principais informações dos produtos.

Tenha um bom preço do produto e frete justo

Muitas pessoas procuram o e-commerce varejista pela vantagem de preço, já que muitas vezes, os produtos online saem mais barato do que nas lojas físicas. Portanto, é preciso levar em consideração esse fator, na hora de precificar os itens no comércio eletrônico.

 

Além disso, com os buscadores de preços cada vez mais refinados e detalhados, o valor da mercadoria acaba sendo preponderante na decisão do consumidor. 

 

Assim, ao buscar por qualquer item, como por exemplo, a venda de aparelhos de academia, o usuário irá encontrar diversas opções de equipamentos, com grande diversidade de preço. A tendência é começar pelos mais baratos, para depois verificar as especificações dos produtos.

 

Por essa razão, o vendedor do e-commerce varejista precisa ficar atento às possibilidades do mercado, incluindo diminuição de preço dos produtos e oferecimento de frete grátis. 

 

Essas condições costumam influenciar diretamente no poder de compra do consumidor, que passa a dar preferência por lojas virtuais com melhores condições de pagamento.

 

Invista em um bom Marketing Digital

Cada vez mais os e-commerces dependem do Marketing Digital, especialmente, as técnicas do Inbound Marketing. Com o mercado cada vez mais competitivo no ramo online, os varejistas virtuais precisam estar presentes e serem encontrados com facilidade. 

 

Por isso, devem criar conteúdos relevantes às personas (imagens fictícias do perfil médio de seus clientes), que sejam atrativos e relevantes.

 

Entre as principais estratégias de Marketing Digital, destacam-se:

 

  • Publicidades e anúncios em redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram…);
  • Produção de conteúdo em blogs corporativos;
  • Utilização de técnicas SEO para otimização em sites de busca;
  • Criação de promoções online e possibilidades de interação com usuário;
  • Elaboração de conteúdos para e-mail marketing e newsletter.

 

Assim, podemos exemplificar o caso usando como base uma empresa de organização de casamentos. 

 

Ela pode ter uma loja virtual onde divulga os produtos e serviços, mas ao mesmo tempo, oferece aos clientes informações online gratuitas, sobre como organizar um evento com buffet de casamento para 100 pessoas (tipo mini wedding), dicas de decoração, recomendações de lembrancinhas, entre outros.

 

Ao acessar esse conteúdo, mesmo que despretensiosamente, o usuário terá contato com o seu website, o que é uma porta de entrada para aprofundar o relacionamento com a empresa e, até futuramente, tornar-se um cliente. 

 

Por esse motivo, o Marketing Digital está diretamente relacionado com o marketing de conteúdo.

 

Além disso, com as possibilidades de uso de dados de pesquisa, o e-commerce pode sugerir outras informações aos seus usuários. 

 

Voltando ao exemplo do casamento, ao procurar por um buffet diferenciado, a plataforma pode usar como “pesquisa relacionada” informações sobre crepe para casamento, e como essa opção de alimento tornou-se muito popular nas festas.

 

Contudo, é importante ressaltar que as estratégias do Inbound Marketing (marketing de conteúdo para a internet) podem ser integradas com o Outbound Marketing (marketing tradicional), como forma de atrair cada vez mais clientes. 

 

Quer dizer que, o varejista e-commerce pode usufruir de recursos físicos, como ter um cartão de visita alto relevo, propaganda na televisão, outdoors, etc.

 

Leia também: Por que investir em Marketing de Conteúdo para sua loja virtual?

Leia também: Como a Internet das Coisas pode influenciar no e-commerce

Leia também: A importância do Marketing de Relacionamento para e-commerce

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.